Terça-feira, 10 de Maio de 2005

Advogado de kem??? :s

untitled16.jpg

Em tempos lançaram-me o desafio de criar-mos aqui uma pequena rúbrica, algo tipo as crónica da semana, algo em parceria.
Aceitei o desafio e esperei pacientemente :s heheeh
Não quero dizer com isto que se tenha acabado a paciencia mas achei que o desafio era bom e que realmente este nosso espaço também estava a precisar de algo do género .. dai que resolvi avançar sozinho, desafiando quem me desafiou, e os restantes autores a escreverem, se o quiserem, algo do género (especialmente para quem o lançou a completar este meu relambório heheeh ;)
.... ( bem vamos lá a ver o que vai sair daqui) não querendo ser advogado de ninguem, e muito menos do diabo heeheh que acharam ontem do debate da justiça do canal 1, o tal pros e contras??? aquilo não esclareceu nada .. ou esclareceu? somos realmente um país cheio de garantias, de direitos e deveres, e preocupados com as igualdades :s mas não nos preocupamos em sermos iguais aos restantes países da europa, termos a mesmo qualidade de vida etc e tal .. prós e contras?' só se for para mandar governos contra a parede em prol de algo melhor heheehhe
publicado por crowe às 09:57
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
Segunda-feira, 9 de Maio de 2005

Sonhos

Nina4.jpg

Sonhos,
que passam por nós,
nos encantam,
fazem sorrir,
ter fé,
esperanças,
de um dia melhor,
sonhos,
que fazem da vida,
algo de maior,
num mundo melhor,
sonhos,
na bruma,
escondidos,
apenas vividos,
em breves instantes,
sonhos,
de choro,
de riso,
desejo incontido,
amor proibido,
nos olhos,
de quem os sonha.
publicado por crowe às 12:49
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
Sexta-feira, 6 de Maio de 2005

Quando sentires

riso.jpg
Sempre,
que te sintas triste,
sem animo,
sem alma,
para dar um passo sequer,
lembra-te do que foste.
Sempre,
que te sintas morrer,
que a vida é ingrata,
que a tua vontade vacila,
lembra-te do que passas-te.
Sempre,
que te sintas sem força,
com vontade de desaparecer,
quando a vida te parecer negra,
lembra-te de quem és.
Sempre,
que sintas,
que já não vale a pena,
que mais vale desistir,
abandonar a luta de vez,
lembra-te do meu abraço,
do meu sorriso,
lembra-te de mim.

publicado por crowe às 13:16
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
Quinta-feira, 5 de Maio de 2005

Juízo .. ou não

cat.jpg


Preciso,
de aviso,
ou ganhar juízo,
se fosse conciso,
teria dente do siso,
já não sei onde piso,
será tino?
destino
desatino,
até nem desafino,
quando canto o hino,
ó meu põe-te fino,
ainda sou um menino,
ás voltas com o intestino,
será o umbigo?
nem sempre consigo,
comigo,
meu amigo,
ouve o que eu digo,
afinal que é preciso?
para se ter juízo ... final.
publicado por crowe às 09:28
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Quarta-feira, 4 de Maio de 2005

Parcerias! ou Um começo várias versões

Este post surge de uma ideia que dois de nós tivemos há tempos idos(foi à tantas semanas que parece mais do que foi realmente:P)... Um começo igual daria origem a vários desenlaces e fins. Aqui ficam as interpretações de cada um...





O nome que as coisas têm e o tempo que demoram a fazer


is.jpg

 


- Cada coisa que conseguimos percepcionar é imediatamente rotulada, etiquetada, dissecada e definida por nós, seres humanos de definição. Poderíamos dissecar: um sorriso, um olhar, um beijo?! Imagina lá alguém de bata branca, protocolo científico e na mão um bisturi a tentar dissecar um beijo ou o que ele produz?


- Xiça, dessa forma ainda te admira que digam que és intimidante e inibidora?! Oh, mulher… tens cada uma! - Ela sorriu o seu semi sorriso e abriu muito os olhos, que já eram grandes.


- Olha que a fila está a andar! - E puxou-me o braço. - Quero agarrar num super mega frapucino e continuar a massacrar-te o juízo! – Sorriu um sorriso cada vez menos meio e cada vez mais sorriso. – E oiça lá! eu só intimido os namorados das amigas… isso logo ao primeiro olhar…- piscou-me o olho e ajeitou a gravata. – Para eles terem medo de ideias menos felizes. Assim, acreditam quando dizem que tenho amigos que têm amigos! – E riu um meio riso. Eu gargalhei porque me recordava da primeira conversa e dos olhares acutilantes de que todos se riam.


-É verdade, acreditei mesmo! Só desconfiei que estavam a brincar quando me perguntaste quais as minhas intenções! (gargalhada em dueto)


- Vês, o rótulo que me puseram não é correcto. Bem dissecada a minha definição seria: Mulher perto dos trinta, interessada em cultura geral. Humor negro, digno de Tarantino. Olhar acutilante, risos demorados! E anda lá que já sou eu a pedir a substância aditiva e estimulante de venda permitida por lei!


Encolhi os ombros enquanto esperava que ela pedisse ao rapazito o seu frapucino e com toda a paciência lhe explicasse como se fazia o que queria. Ali estava um rótulo rápido e estiloso mas que levava um certo tempo a fazer!


Ainda recordava o dia em que nos “conhecera-mos”, “tropeça-mos” um no outro na net. Ela sempre com aquele seu terrível feitio de ser directa, sem papas na língua, aquele humor negro, acutilante, de quem sabe o que quer, que deixava a maioria dos homens sem jeito, inibidos na sua presença.


Fazia parte de um pequeno grupo que frequentava sempre a mesma sala de chat. Foi difícil entra naquele circulo, na sua harmonia, conseguir ultrapassar as barreiras impostas tanto pelo meio onde nos encontrava-mos, quer pela desconfiança natural que alguém “novo”suscita.


  Um belo dia lá me convidaram a ir a um dos seus jantares, e realmente constatei que se tratava de um grupo de pessoal muito unido, poucos mas notava-se que já por ali existia muita intimidade. Na altura estive tentado a levar o meu namorado mas receei que a ideia não fosse lá muito bem aceite, pois afinal ainda não sabia se tinha sido aceite no grupo, ou apenas se tratava de um teste, pois afinal não nos conhecia-mos tão bem quanto isso.


Nessa noite e só depois de me ter perguntar, entre risos do resto da trupe, quais as minhas intenções, enquanto se encontrava de braço dado com a sua namorada é que me apercebi que me encontrava no meu mundo, afinal os opostos mas iguais acabam por se cruzar de uma forma ou outra.


- Olha lá tas a sonhar ou quê despacha-te que o rapazeco tem idade para ser teu filho. Sacudi os meus pensamentos, ri-me. – Vamos lá então dissecar esse beijo para saber a que sabe… o seu significado? Quem sabe não fazemos um qualquer tratado científico?! - Risos e sentamo-nos na explanada saboreando o sol de fim de tarde, enquanto ela ia explanando a sua teoria. Enquanto o frapucino ia desaparecendo lentamente entre um discurso acompanhado por sonoras gargalhadas.


@Por:  Passodianisto




               O nome que as coisas têm: rótulos


 


- Cada coisa que conseguimos ver é imediatamente rotulada, etiquetada, dissecada e definida por nós, seres humanos de definição. Poderíamos dissecar: um sorriso, um olhar, um beijo?! Imagina lá alguém de bata branca, protocolo científico e na mão um bisturi a tentar dissecar um beijo ou o que ele produz?


- Xiça, dessa forma ainda te admira que digam que és intimidante e inibidora?! Oh, mulher… tens cada uma! - Ela sorriu o seu semi sorriso e abriu muito os olhos, que já eram grandes.


- Olha que a fila está a andar! - E puxou-me o braço. - Quero agarrar num super mega frapucino e continuar a massacrar-te o juízo! – Ela sorriu um sorriso cada vez menos meio e cada vez mais sorriso. – E oiça lá!, eu só intimido os namorados das amigas… isso logo ao primeiro olhar…- piscou-me o olho e ajeitou a gravata. – Para eles terem medo de ideias menos felizes. Assim, acreditam quando dizem que tenho amigos que têm amigos! – e riu um meio riso. Eu gargalhei porque me recordava da primeira conversa e dos olhares acutilantes de que todos se riam.


-É verdade, acreditei mesmo! Só desconfiei que estavam a brincar quando me perguntaste quais as minhas intenções! (gargalhada em dueto)


- Vês, o rótulo que me puseram não é correcto. Bem dissecada a minha definição seria: Mulher perto dos trinta, interessada em cultura geral. Humor negro, digno de Tarantino. Olhar acutilante, risos demorados! E anda lá que já sou eu a pedir a substância aditiva e estimulante de venda permitida por lei!


Encolhi os ombros enquanto esperava que ela pedisse ao rapazito o seu frapucino e com toda a paciência lhe explicasse como se fazia o que queria. Ali estava um rótulo rápido e estiloso mas que levava um certo tempo a fazer!


Ao som da mistura necessária à produção do frapucino (só mesmo ela poderia ter inventado tal michórdia, trés chique, trés parisienne), recordei essa primeira vez em que nos encontraramos! Não posso dizer que não estivesse avisado pela minha então namorada! – Acredita, ela irá escrutinar-te dos pés à cabeça! Vais sentir-te espiolhado no mais íntimo do teu ser! Poderás sentir-te intimidado...ou entrar no jogo! No final, terás um diagnóstico, só preceptível no gesto de despedida: um beijo e meio sorriso, e foste adoptado, terás direito ao rótulo “és dos nossos”. Um “até qualquer dia”, mesmo que com um sorriso inteiro, colocar-te-á a milhas!!


Fora um almoço estranho, já lá ía um ano. Eu não conhecia ninguém para além da minha namorada! Senti-me escrutinado de facto! Mas não só por ela...eu era o novelo com que o gato estava a brincar...eles assistiam e gozavam o espectáculo, participando nele sempre que para tal eram solicitados! Mas...para que me sujeitava eu a esta praxe?


- Acorda!! Por onde andas a vaguear? – Era a voz dela, chamando-me à realidade, vestígios do frapucino ainda a orlar-lhe os lábios, rapidamente apagados por uma escapadela furtiva da lingua. – Recordava o nosso primeiro encontro! – respondi sobressaltado.


is2.jpg

@Por: Fdarkeyes

publicado por crowe às 17:30
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Página solta

“…Não havia justiça naquele sorriso trocista. Ainda hoje, observando aquele momento como um espectador imparcial, e não como se não o tivesse vivido num qualquer mundo distante, lembro-me da sobranceria do seu sorriso. As famintas areias do tempo, tão céleres na ocupação de um território que outrora tinha sido meu, tão dolorosamente esclavagistas na arte de me destituir dos dias em que o Sol brilhava – dias que sei ter tido – em que as sardas nos rostos das crianças pareciam notas genialmente alinhadas numa pauta musical, nos quais a liberdade se mascarava numa corrida que parecia ser para sempre eterna na orla daquele serpenteante riacho, tinham cavado um oásis negro de memória, uma janela para o meu primeiro contacto com a sombra da personalidade humana. Lembro-me de sentir o rosto a incendiar-se de indignação, de sentir o sangue a latejar-me nas têmporas, como se cada plaqueta sanguínea tentasse sair por cada poro e testemunhar o que o meu mudo espanto não conseguia fazer.
Palavras. Adagas em forma de letras por vezes, independentemente da idade em que são proferidas. Certas palavras dão-nos as mãos para toda a eternidade, tornam-se seres vivos. “Foi ele”. Ouvi estas palavras muitas vezes depois daquele dia, mas nunca…”.

Dei por mim a pressionar levemente o botão de stop do arcaico leitor de cassetes e os bucólicos sons da natureza contígua, tão aviltantes na sua diferença, mas simultaneamente tão bem vindos, abriram uma brecha no dique da minha concentração. Concentração que se tornara fugidia e dispersa nos dias anteriores, manietada que estava pelos acontecimentos daquela noite escura, em que o fogo tinha lambido a alma dos homens bons. Os romances fazem-se com dementes e vilões, com gente, igual a toda a gente, mas com o seu quê de louca e insana individualidade, gente torturada pelas suas misteriosas obsessões e pelas ardilosas armadilhas do implacável e padrasto destino. Gente como todos nós. Pelo menos era assim que pensava, sentado num velho carocha, o meu mais recente símbolo de desapego para com o recente modernismo gritante que tinha atingido Lisboa como um meteorito, debaixo daquela árvore frondosa, cujas sombras desenhavam puzzles indecifráveis no árido solo alentejano, e onde, pela primeira vez em dias, tinha sentido o bálsamo do olvido. Tinha fugido sem destino do arrastar mortiço dos ponteiros, como se vivesse uma experiência de imobilidade. Os dias eram tão lentos que se pareciam arrastar no calendário, tudo o que conseguia fazer era suar. Escrever. Apenas uma página nas duas últimas semanas. E, até esse momento de castração, tinha sido um trabalhador diligente e meticuloso, mas a verdade é que, agora, o projecto tinha atingido um nível de intensidade tal, uma continuidade a um propósito que roçava a obsessão, que as folhas brancas que os meus olhos focavam, até horas antes, se tinham tornado um horror tão certo como indesejável. Tinha-me tornado, atrevo-me a dizer, um louco animal recluso e subterrâneo, seco e críptico. Obriguei-me a lavar o meu corpo, como se o gel de banho e a esponja conseguissem retirar a nódoa que tinha no espírito (Afinal de contas todos nós, suponho, queremos acreditar em coisas impossíveis, convencer-nos de que os milagres podem acontecer, em qualquer momento, em qualquer altura, a qualquer um de nós), a fazer a barba, o meu redemoinho de vontades, vestir roupa lavada e sair de casa, sem destino. O meu único acto não planeado nas últimas semanas. Não que tivesse sido ditado pela espontaneidade que residia no âmago dos impulsos que sabia habitarem em mim, mas antes por uma necessidade quase mórbida de saúde mental. Como tal, pegara no caixote onde zelosamente guardava as cassetes, que continham as conversas gravadas das sessões tidas com aqueles aos quais alguém, numa tirada de humor tão cru como negro, tinha chamado de “Os Amaldiçoados”, e tinha partido.
publicado por crowe às 02:04
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
Terça-feira, 3 de Maio de 2005

Adeus

Praia.jpg

Adeus,
de quem vai,
de quem fica,
na esperança de um reencontro,
numa qualquer volta da vida,
num dos seus inúmeros caminhos,
sempre de olhos postos no futuro,
a mente no presente,
transportando no coração o passado.
Adeus,
até breve,
porque partiu,
porque ficou,
saudade de quem saiu,
de quem por cá ficou.
Adeus,
até breve,
quando o mundo nos voltar a unir,
recordaremos ,
a saudade que ficou,
os sorrisos que deixamos
tudo o que fomos,
o que deixamos de ser,
o que nos resta,
tudo o que ainda temos que aprender.
Adeus,
até sempre.


( Em memória dos que partiram, em memória dos que ficaram :)

publicado por crowe às 10:19
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

§Quase tudo Sobre Nós

§ crowe

§ Passo

§pesquisar

 

§Dezembro 2008

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

§Versus recentes

§ Momentos

§ Mais um!!!!

§ Noite

§ Tu e Eu ... Nós

§ Toca-me

§ Para uma amiga

§ Sou do campo

§ Corvo também entra ... co...

§ Aceitam-se sugestões... ;...

§ Mais um desafio

§Já em papirus

§ Dezembro 2008

§ Abril 2008

§ Março 2008

§ Dezembro 2007

§ Novembro 2007

§ Outubro 2007

§ Setembro 2007

§ Junho 2007

§ Maio 2007

§ Abril 2007

§ Março 2007

§ Fevereiro 2007

§ Janeiro 2007

§ Dezembro 2006

§ Novembro 2006

§ Outubro 2006

§ Setembro 2006

§ Julho 2006

§ Junho 2006

§ Maio 2006

§ Abril 2006

§ Março 2006

§ Fevereiro 2006

§ Janeiro 2006

§ Dezembro 2005

§ Novembro 2005

§ Outubro 2005

§ Setembro 2005

§ Agosto 2005

§ Julho 2005

§ Junho 2005

§ Maio 2005

§ Abril 2005

§ Março 2005

§ Fevereiro 2005

§ Janeiro 2005

§ Dezembro 2004

§ Novembro 2004

§participar

§ participe neste blog

blogs SAPO

§subscrever feeds