Terça-feira, 23 de Novembro de 2004

Pêndulo

Aí te espraias, nesse mundo feito de lareiras apagadas.
Submersa como uma manhã que teima em manter-se distante.
Nesse nostálgico céu polvilhado com almas aladas.
Onde as nuvens acariciam os olhos com ternura pujante.
É nesse mundo que vives, numa esfera difusa e omissa.
Onde as fronteiras do teu sorriso nunca serão invadidas pela idade.
Porque a memória do teu crime nunca se tornará submissa.
E eu nunca deixarei de te procurar e morrer de saudade.
Mas tenho sede de vida, todo eu sou carne em ebulição.
Todo eu soçobro e baqueio na ausência do amanhecer.
Porque a tua pele é manto verdejante coberto de ilusão.
E eu sou riacho sinuoso que te quer fender de prazer.
Sou pois pêndulo que se remete à profissão que lhe foi destinada.
E invado mundos distintos num simples e atroz pestanejar.
Enquanto aguardo que a música que nunca dançámos seja cantada.
Para que a minha alma se preste finalmente a descansar.


publicado por crowe às 15:24
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6 comentários:
De C100mais a 26 de Novembro de 2004 às 10:31
Sem mais a dizer do que o que os comentarios acima já disseram. Mas...
Surgiu um sorriso em mim,
deslumbrada fico com o sentimento de te ler.
De Crowe, a castia com erro ortografico ;) a 24 de Novembro de 2004 às 19:58
Vi há uns tempos um filme k amei de paixão e k se inicia desta forma:"talking about love is like dancing over arquitecture"!keres algo mais apropriado?! não se discute o belo, nem o sentimento! São porque nascem assim, brotam assim e ficam eternamente dessa forma! beijo doce
De Cass... a 24 de Novembro de 2004 às 14:26
Ha 'coisas que por mais que tente comentar, dizer algo sobre, n consigo.
Seria como tentar descrever por palavras um amor , uma paixao, um sentimento intenso,n se comenta ou descreve ou qualifica. Sente-se! Foi o que senti em relacao a este poema,e qualquer comentario que pudesse fazer acerca, n diria o que senti ao le-lo !
De pluma a 24 de Novembro de 2004 às 10:53
Hummm este poema...deixa-me a pensar.... não sei bem como o comentar. Uma pessoa amiga uma vez deu-me um poema e disse-me que aquele poema era «difícil» um enigma...que tinha demorado tempo a lê-lo a decifra-lo. Perguntou se eu queria umas dicas, respondi que não, que o queria ler sozinha. Peguei na folha e li-o da frente para trás, de trás para a frente, virei a folha ao contrario, li palavra sim palavra não, li o poema cruzado...e NADA. Depois agarrei nele e simplesmente o li...e vi qq coisa. Mas não fiquei satisfeita, não podia ser só aquilo, assim não seria um enigma. Falei com o meu amigo e disse-lhe ok quero as dicas, diz-me o «segredo» a «chave»!!!!!! E ele disse-me: tens que o ler de «olhos fechados»... Pensei ok enloqueceu como raio vou ler com «os olhos fechados»... Mas era essa a chave, eu já o tinha feito pelo menos parte... há poemas que não se explicam, que não se comentam...temos que os ler de «olhos fechados»...este é um deles J))

Beijos Gostei bastanteeeee !!!!!!
De pataininiti algarvia a 24 de Novembro de 2004 às 10:12
Este poema é deveras um espectaculo de emoções... É um culminar de sentimentos que levam ao descanso da alma e o seu reencontro com o amor verdadeiro. Aqui está uma prova, quanto a mim, de que o amor pode ser eterno! Beijos Utopia, my dear, adoro ler-te
De igara a 23 de Novembro de 2004 às 17:38
Quase sempre, quando te leio, consigo vislumbrar uma dualidade, entre o que queres e o que possuis.É como se ambicionasses de alma uma impossibilidade que poderia ser fundida numa musica que ainda não existe mas que acalmaria os teus impetos e te daria paz! É como se balançasses sempre entre dois mundos em que o real e o irreal se funde no teu querer. Fazes-me sempre pensar muito, cada vez que te leio...porque a beleza é grande, e tento sempre ver o que existe para alem do que escreves e o que encontro és sempre tu! Um beijo grande, sem vingança, mas com neurónios! Sabes que mais? Gosto de ti pá! :)))))

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