Quarta-feira, 4 de Maio de 2005

Parcerias! ou Um começo várias versões

Este post surge de uma ideia que dois de nós tivemos há tempos idos(foi à tantas semanas que parece mais do que foi realmente:P)... Um começo igual daria origem a vários desenlaces e fins. Aqui ficam as interpretações de cada um...





O nome que as coisas têm e o tempo que demoram a fazer


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- Cada coisa que conseguimos percepcionar é imediatamente rotulada, etiquetada, dissecada e definida por nós, seres humanos de definição. Poderíamos dissecar: um sorriso, um olhar, um beijo?! Imagina lá alguém de bata branca, protocolo científico e na mão um bisturi a tentar dissecar um beijo ou o que ele produz?


- Xiça, dessa forma ainda te admira que digam que és intimidante e inibidora?! Oh, mulher… tens cada uma! - Ela sorriu o seu semi sorriso e abriu muito os olhos, que já eram grandes.


- Olha que a fila está a andar! - E puxou-me o braço. - Quero agarrar num super mega frapucino e continuar a massacrar-te o juízo! – Sorriu um sorriso cada vez menos meio e cada vez mais sorriso. – E oiça lá! eu só intimido os namorados das amigas… isso logo ao primeiro olhar…- piscou-me o olho e ajeitou a gravata. – Para eles terem medo de ideias menos felizes. Assim, acreditam quando dizem que tenho amigos que têm amigos! – E riu um meio riso. Eu gargalhei porque me recordava da primeira conversa e dos olhares acutilantes de que todos se riam.


-É verdade, acreditei mesmo! Só desconfiei que estavam a brincar quando me perguntaste quais as minhas intenções! (gargalhada em dueto)


- Vês, o rótulo que me puseram não é correcto. Bem dissecada a minha definição seria: Mulher perto dos trinta, interessada em cultura geral. Humor negro, digno de Tarantino. Olhar acutilante, risos demorados! E anda lá que já sou eu a pedir a substância aditiva e estimulante de venda permitida por lei!


Encolhi os ombros enquanto esperava que ela pedisse ao rapazito o seu frapucino e com toda a paciência lhe explicasse como se fazia o que queria. Ali estava um rótulo rápido e estiloso mas que levava um certo tempo a fazer!


Ainda recordava o dia em que nos “conhecera-mos”, “tropeça-mos” um no outro na net. Ela sempre com aquele seu terrível feitio de ser directa, sem papas na língua, aquele humor negro, acutilante, de quem sabe o que quer, que deixava a maioria dos homens sem jeito, inibidos na sua presença.


Fazia parte de um pequeno grupo que frequentava sempre a mesma sala de chat. Foi difícil entra naquele circulo, na sua harmonia, conseguir ultrapassar as barreiras impostas tanto pelo meio onde nos encontrava-mos, quer pela desconfiança natural que alguém “novo”suscita.


  Um belo dia lá me convidaram a ir a um dos seus jantares, e realmente constatei que se tratava de um grupo de pessoal muito unido, poucos mas notava-se que já por ali existia muita intimidade. Na altura estive tentado a levar o meu namorado mas receei que a ideia não fosse lá muito bem aceite, pois afinal ainda não sabia se tinha sido aceite no grupo, ou apenas se tratava de um teste, pois afinal não nos conhecia-mos tão bem quanto isso.


Nessa noite e só depois de me ter perguntar, entre risos do resto da trupe, quais as minhas intenções, enquanto se encontrava de braço dado com a sua namorada é que me apercebi que me encontrava no meu mundo, afinal os opostos mas iguais acabam por se cruzar de uma forma ou outra.


- Olha lá tas a sonhar ou quê despacha-te que o rapazeco tem idade para ser teu filho. Sacudi os meus pensamentos, ri-me. – Vamos lá então dissecar esse beijo para saber a que sabe… o seu significado? Quem sabe não fazemos um qualquer tratado científico?! - Risos e sentamo-nos na explanada saboreando o sol de fim de tarde, enquanto ela ia explanando a sua teoria. Enquanto o frapucino ia desaparecendo lentamente entre um discurso acompanhado por sonoras gargalhadas.


@Por:  Passodianisto




               O nome que as coisas têm: rótulos


 


- Cada coisa que conseguimos ver é imediatamente rotulada, etiquetada, dissecada e definida por nós, seres humanos de definição. Poderíamos dissecar: um sorriso, um olhar, um beijo?! Imagina lá alguém de bata branca, protocolo científico e na mão um bisturi a tentar dissecar um beijo ou o que ele produz?


- Xiça, dessa forma ainda te admira que digam que és intimidante e inibidora?! Oh, mulher… tens cada uma! - Ela sorriu o seu semi sorriso e abriu muito os olhos, que já eram grandes.


- Olha que a fila está a andar! - E puxou-me o braço. - Quero agarrar num super mega frapucino e continuar a massacrar-te o juízo! – Ela sorriu um sorriso cada vez menos meio e cada vez mais sorriso. – E oiça lá!, eu só intimido os namorados das amigas… isso logo ao primeiro olhar…- piscou-me o olho e ajeitou a gravata. – Para eles terem medo de ideias menos felizes. Assim, acreditam quando dizem que tenho amigos que têm amigos! – e riu um meio riso. Eu gargalhei porque me recordava da primeira conversa e dos olhares acutilantes de que todos se riam.


-É verdade, acreditei mesmo! Só desconfiei que estavam a brincar quando me perguntaste quais as minhas intenções! (gargalhada em dueto)


- Vês, o rótulo que me puseram não é correcto. Bem dissecada a minha definição seria: Mulher perto dos trinta, interessada em cultura geral. Humor negro, digno de Tarantino. Olhar acutilante, risos demorados! E anda lá que já sou eu a pedir a substância aditiva e estimulante de venda permitida por lei!


Encolhi os ombros enquanto esperava que ela pedisse ao rapazito o seu frapucino e com toda a paciência lhe explicasse como se fazia o que queria. Ali estava um rótulo rápido e estiloso mas que levava um certo tempo a fazer!


Ao som da mistura necessária à produção do frapucino (só mesmo ela poderia ter inventado tal michórdia, trés chique, trés parisienne), recordei essa primeira vez em que nos encontraramos! Não posso dizer que não estivesse avisado pela minha então namorada! – Acredita, ela irá escrutinar-te dos pés à cabeça! Vais sentir-te espiolhado no mais íntimo do teu ser! Poderás sentir-te intimidado...ou entrar no jogo! No final, terás um diagnóstico, só preceptível no gesto de despedida: um beijo e meio sorriso, e foste adoptado, terás direito ao rótulo “és dos nossos”. Um “até qualquer dia”, mesmo que com um sorriso inteiro, colocar-te-á a milhas!!


Fora um almoço estranho, já lá ía um ano. Eu não conhecia ninguém para além da minha namorada! Senti-me escrutinado de facto! Mas não só por ela...eu era o novelo com que o gato estava a brincar...eles assistiam e gozavam o espectáculo, participando nele sempre que para tal eram solicitados! Mas...para que me sujeitava eu a esta praxe?


- Acorda!! Por onde andas a vaguear? – Era a voz dela, chamando-me à realidade, vestígios do frapucino ainda a orlar-lhe os lábios, rapidamente apagados por uma escapadela furtiva da lingua. – Recordava o nosso primeiro encontro! – respondi sobressaltado.


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@Por: Fdarkeyes

publicado por crowe às 17:30
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1 comentário:
De Passo a 5 de Maio de 2005 às 08:40
heheh tivemos ideia identica, mas rumos diferentes :-) na é p nos gabar mas kem teve a ideia. foi exelente, e o resultado ( modestia à parte) tá muito bom heheheheeh :s

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