Domingo, 31 de Dezembro de 2006

Ano novo ano velho

Um novo ano que começa,

porque um outro acabou,

haja alguém que me esclareça,

onde é que o outro ficou?

 

Para onde foram as memórias,

daquele que passou,

acabaram todas as estórias ,

as sensações quem as guardou?

 

É assunto encerrado,

tudo ficou para trás ,

no baú ficou guardado,

mas não sei se serei capaz.

 

Encaro este novo ano,

com alguma simpatia

será meu o desengano,

de viver o dia a dia?

 

O que me espera não sei,

isso não interessa,

do velho já me libertei,

o novo é uma promessa.,

 

Não há nada a fazer,

ano novo ano velho,

aconteça o que acontecer,

continuo a ser eu ao espelho.

 

Um bom ano cheio de coisas boas para todos os meus amigos, os que me visitam e também para os que não :)  

publicado por Passo às 01:58
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Quarta-feira, 20 de Dezembro de 2006

Livre

Corre livremente,

aquele que um dia,

irá nascer,

da nossa imaginação,

do que sonhámos,

um dia será solto,

neste mundo real,

filho da ideia,

do etéreo,

será livre,

de pais carrascos,

amarrados a ideais,

utopias,

presos à palavra,

algemados por conceitos,

em preconceitos.

Será livre,

para voar,

saltar fora do ninho

quebrar as amarras,

todas as regras,

espirito livre,

sem medos,

longe da influência de seus criadores,

será grande?

perfeito?

será o que quiser-mos?

será o que quiser!

será livre!

publicado por Passo às 10:06
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Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2006

Always look twice when you cross the street! O Final

Postar este final tem sido uma dor de cabeça... este verde batr+áquio deve ter algo contra... eu escrevinho, eu posto e ele não fica... teimoso do gaijo! Enfim... já cá tá... e neste corvo também entra! E está muito bem... fotogénico o senhor pássaro!

______________________________________________________

 

Acordei novamente com uma névoa junto à janela… era pesada e espessa.

Estava solta. Tinha sido solta.

A Rita estava sentada a perseguir o corvo, acinzentado da névoa, através do vidro da janela.

 

Em, casa a Rita dizia-me que o corvo me tinha trazido de volta…de volta do mundo dos tristes melancólicos e feridos de amor.

Talvez ela tivesse razão e durante meses eu não houvera sido nada mais… mas naquele momento sentia-me dubiamente inteira.

O médico dizia-me que com uma cirurgia plástica a pele das costas voltaria a ser normal. Eu não a queria normal… queria-a assim!

Das minhas costas nuas pintadas num espelho via rasgões que se assemelhavam a duas enormes asas. Se o facto de quase ter sido retalhada para o mercado negro de órgãos me tinha dado asas, quem era eu para as negar?

 

Asas que não me faziam voar mas me ofereciam um esgar de sorriso cada vez que voava pelas estradas no corcel motorizado.

A realidade era que as minhas asas não me levaram a ver a Rita quando o cancro finalmente a levou. Quando um anjo teve piedade do seu sofrimento e ela partiu deixando saudades.

 

No dia do seu enterro, parei a mota em frente aos muros caiados de branco daquelas que seriam as paredes que a confinavam. Paredes brancas, que a confinaram toda a sua luta pela vida, que nos confinaram enquanto estive numa cama de hospital. Olhei para ambos os lados da estrada e segui pelos portões enferrujados, que teimavam em não se mover. Estavam a tapá-la com um manto castanho fofo e eu senti urgência em expelir o conteúdo do meu estômago. Pedi desculpa à lage que o escondeu. Mas os mortos não se interessam com o vómito dos vivos. Voavam aves negras pelo cemitério, perguntei-me se alguma seria a “minha”. Quando todos se foram embora deitei-me ao lado da Rita, como ela tantas vezes fez quando eu estava presa à cama com as “asas” a cicatrizar.

Não chorei mas ri em silêncio, com dor sentida e sentido de ausência de tudo o que me recordava. Quando a noite caiu, levantei-me dali e prossegui para mais um voo. Olhei duas vezes e atravessei a estrada. Aproximei-me da mota e olhei novamente, duas vezes… No bar olhei duas vezes antes de me sentar ao balcão. Brindámos à Rita e brindámos a coisas… muitas coisas! Quando sai do bar olhei duas vezes e lá estavas tu… estarias lá de tantas outras vezes que não olhei?

A realidade é que estavas… e desta vez estiveste para sempre independentemente do estatuto.

A Rita partiu até um dia, eu aprendi que existem paredes que não podem ser trepadas, devem ser contornadas ou derrubadas, a olhar duas vezes quando escolhia um caminho e tu apareceste a olhos que aprenderam a ver. A Ver mesmo, nem que para isso fosse preciso ver duas vezes.

Estou: não digo!
música: Chasing Cars- Snowpatrol
publicado por crowe às 19:48
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Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2006

Desejo

Desejo,

o que não tenho,

o que não possuo,

o que me toca bem cá dentro,

desejo-te,

porque não te tenho,

não te possuo,

continuas cá dentro,

desejo,

o sentimento que me desassossega,

quando te vejo,

quando não te tenho,

quando não te possuo,

Desejo a mulher,

a amante,

a que me preenche os sonhos,

deixa febril,

quando a toco,

mas não a tenho,

não a possuo.

Este desejo que me atormenta,

tira-me o sentido do que é certo,

incerto,

mata,

morte lenta de exaustão.

Desejo-te,

mulher amante,

toca meu corpo,

diz que me queres,

mas não te tenho,

nem te possuo,

tu não és minha,

nem de ninguém,

és somente tu,

desejo.

publicado por Passo às 15:06
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Quarta-feira, 6 de Dezembro de 2006

Repto

uma vez o desafio aceite, ha que responder ao mesmo :) . .isto foi o que me saiu do repto da http://realcemarisa.blogs.sapo.pt/ .. espero que gostes, quanto ao meu desafio fica para quem quiser responder :)

 

Passo –  Bom dia pah!!

JJ – bom dia, atão tas melhor??

Passo- vaisse ... cada vez melhor :P e tu??

JJ- olha o costume ... tudo na mesma como a lesma :s

JJ- e tu q tens feito?

Passo- olha ando aki a tirar a ferrugem das algemas :s

JJ- atão agora andas nas fantasias?? Ou isso é algum fetiche???

Passo- :s heheheeheh nada disso pah, a boss ker q va buscar  um gajo q roubou um cobertor de merino´s :s

JJ- roubou o k? q merda é essa?

Passo- sei lá, deve de ser alguma coisa valiosa :s p me andarem a xatear a molécula c isso :s

JJ- fogo ... vocês ai é sempre a dar-lhe :s

Passo- iup .. as tretas q me arranjam, ainda se fosse uma miúda ;)

JJ- pra k, andas com frio, precisas de um aquecedor?

Passo- hehehe epa nada disso ... trocava-lhe o raio do cobertor p um carrinho de mão, assim ao menos sempre podia pôr-se na alheta :P hehehe

JJ- Lol ... por momentos pensei q tinhas virado lobo ;)

Passo- eu??? naaaa eu cá sou sempre bem comportado, ou pensas q sou lobo coberto p pele de ovelha? ;)

JJ- lol ... n pah mas axo q tinhas jeito pa pastor, com os mails q me mandas ;)

Passo- pastor??? de rebanhos??

JJ- nada disso, de igreja mesmo .. lol

Passo- hehehehehehe ... :s ...axo q até dava uns bons sermões :P heheh enfim ... q raio já n se arranjam assaltantes como antigamente, punham uma mascara e ate dava p brincar no carnaval :P

JJ- lol ... tu agora já n podes com esses e muito menos dançar no carnaval ;), tas bom é p estar sentado de volta da lareira a entreter os netos :P

Passo- xixa :s q o rapaz vai apressado mas n tanto :s

JJ- lol

Passo- na tarda dizes-me q devo arranjar umas almofadas e esperar pela reforma :s

JJ- já viste estavas todo o dia em casa á espera da maria

Passo- axo q ela n ia gostar nada da ideia :s começava a ganhar barriga e lastro :P ela tinha de comprar um chicote pa me por a mexer :s hehehe

JJ- Lol ... nada disso, ela ate ia gostar, todos os dias esperava-la de forma diferente, um dia morangos com xantily, outro, champanhe pelo sapatinho ;)

Passo- hehehehehe ate eu ia gostar heheheeheh . .eskecia logo o raio da perna :P

JJ- lol

Passo- bem la tenho de ir :s q o gajo já deve tar embrulhado no caraças do cobertor :s

JJ- já deve ter traça :s lol

Passo- hehehe fica bem

JJ- fica

 

 

Estou:
publicado por Passo às 13:53
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Sexta-feira, 1 de Dezembro de 2006

Olhares

Mundo,

casa de mil almas,

espalhados pelos seus quatro cantos,

que me cercam cada vez que levanto o olhar,

rodeiam-me,

vejo-me cercado,

olhares que me penetram,

por breves instantes,

que nada prometem,

uns que sorriem,

numa conversa sem palavras,

outros nem dão por nós,

perdidos nas suas vidas,

instantes que ficam,

negativos de memórias,

flashs de encontros,

pensamentos,

retidos em dúvidas,

nas incertezas do instantâneo ,

de um olhar perdido,

momento mágico,

de olhares inocentes,

disfarçados de pudor,

de olhos que procuram saber,

ir mais além do que próprio olhar,

do que egos inflamados pela soberba,

inundados de confiança,

de falsas esperanças,

olhos que se procuram,

olhos que encontram  almas.

 

publicado por Passo às 18:40
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