Terça-feira, 28 de Novembro de 2006

Eclipse

Amanhã,

um novo dia que desperta,

outro horizonte,

desperta-me,

como nunca acontecera,

em desassossego,

inquieto,

aproximo-me da linha,

que separa a terra do céu,

o sol fere-me,

inconsciente,

já nasceu um novo dia,

incentiva-me a acordar,

nesta manhã,

quero-te,

como o sol que procura a lua,

na sua constante busca,

pelo reencontro da luz do luar,

pelo sorriso que emana na aurora,

nunca fecha os olhos,

atento a todo o pormenor,

à espera de uma nova noite,

de um novo dia.

 

 

 

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Quarta-feira, 22 de Novembro de 2006

Loucura de sonho

Mais uma vez aquele sonho, acordava a rir. Um riso de pura alegria, felicidade. Era algo de inexplicável, por mais que tentasse não conseguia explicar o porquê daquele sonho. Entrava numa farmácia, o farmacêutico, homem interessante por sinal, aviava-me a receita, ia para casa e reparava que era um medicamento errado.

Voltava lá e, de repente, uma enorme vaca entrava pela farmácia adentro, começava a partir tudo. O farmacêutico desmaiava, eu pegava nele ao colo, levava-o para o consultório do médico, que também era interessante por sinal. Este dizia que a culpa era do farmacêutico que tinha aviado mal o medicamento. O farmacêutico retorquia que ele era o culpado pois tinha prescrito mal o medicamento. A certa altura a vaca diz que a culpa é minha pois tanta dor de cabeça está-me a começar a alucinar e dá uma marrada no farmacêutico que o projecta em orbita, bate numa estação espacial e entra em coma. O Médico prescreve-me uma viagem espacial, montada na vaca e atira-me para a enfermaria da dita estação onde se encontra o farmacêutico.

Eu começo a conversar com ele, mas nada, nem um pio o homem dorme profundamente, que coisa a dormir no meu sonho não há direito. De repente levanta-se e diz o slogan da Evax! Sim! Sonho assim, só poderia ser campanha publicitária.

E para quem pensou que isto poderia meter um beijito como nas historinhas de encantar, estava muito enganado, porque não é que o raio do farmacêutico, na viagem de regresso, na vaca espacial, me confessa, o seu amor avassalador, pelo meu medico?!! E eu acabo subornada com sabonetes de leite de burra, já pareço a Cleópatra, tudo para fazer de casamenteira. Mas isto quem se mete com médico e enfermeiros, acaba é aleijado, já dizia o meu pai, e tinha razão, e o que consegui foi armar mais confusão, e acabei no altar, a servir de dama de honor à vaca, porque era por ela que o medico andava enrabichado.

E sem precisar CSI chegamos a conclusão que as dores de cabeça não passavam porque afinal o médico tinha era queda para veterinário.

Nada como uma boa constatação à La Palisse para abrilhantar qualquer sonho.

 

@ Uma co produção Passo e C&, sendo que a companhia é o furacão da Soninha hehehehe ... espero que saibam onde acaba o meu sonho e começa o dela :)

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Sexta-feira, 17 de Novembro de 2006

Cores

Apanho o comboio,

no regresso a casa,

mais um dia que passou,

o habitual,

"mais um dia pá reforma|",

o telefone toca,

" - pai comboio daqui a 10 minutos,

vai-me buscar à estação!"

nada como estar no sitio certo na hora certa,

sento-me na explanada,

peço uma imperial para acalmar a sede,

matar a secura que me invade a boca,

contemplo quem passa,

gole ante gole desfile de cores,

vozes iradas,

gritos,

negro,

semblantes carregados,

em rostos sisudos,

cinzento,

o choro de uma criança,

enquanto faz uma birra,

castanho,

preocupações,

caras sérias,

laranja,

bebo mais um pouco,

vislumbro pequenos esgares,

em lábios de diversas formas,

amarelo,

aqui e ali, passos apressados,

pressa de partir ou de ficar,

azul,

tomo mais um trago,

casal de velhinhos,

rosto enrugado de mãos dadas,

prateado,

a meia idade passe ante mim,

sorriem ainda com brilho nos olhos,

doirado,

outro trago,

uma gargalhada,

lilás,

olá com estás,

há quanto tempo,

roxo

uma jovem que olha para o relógio,

suspira, sorri,

verde,

um bebé olha embevecido para sua mãe,

como mais nada existisse no mundo,

rosa,

mais um pequeno gole,

lábios que se devoram,

num abraço apertado,

vermelho,

mais um trago,

alguém que passa e me sorri,

piscam-me o olho,

ora bolas acabaram-se me as cores,

acabou-se me a  imperial.

 

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Terça-feira, 14 de Novembro de 2006

Tu e Eu

Mais uma vez estamos frente a frente, não no mesmo café muito menos na mesma mesa, mas a situação era idêntica a muitas outras. Sentados frente a frente. Tu, mãos nos bolsos do casaco, observas o que nos rodeia, as pessoas que passam. Sempre achaste fascinante observar pessoas, fazes os teus filmes mentais, que procuram, que sentem, o seu estado de espirito no momento.

Eu, como de costume falo, falo e falo, quando estou assim é quase que compulsivo, tenho de despejar o que me vai na alma. Tu, como de costumes ouves , geralmente apenas ouves pois falas muito pouco. Encontraste fechado nesse teu casulo e muito raramente de lá sais. Nestes últimos 21 anos, que já dura a nossa relação, acho que só saíste de lá por duas ou três vezes, não gostas de mostrar o teu lado mais frágil, esse lado sensível e emocional que tens. Eu sei que o tens pois já o vi, mas tu preferes esconder-te por detrás desse ar de duro, de pedra, que raio porque te é tão difícil quebrar essa casca?

Mais uma vez, já lhes perdi a conta, o tema somos nós, durante todos estes anos nunca consegui admitir que te amo. Sei que me amas, á tua maneira mas amas, sem reservas sem pedir muito em troca, bem apenas gostas de um pouco de mais bom feitio da minha parte. Sempre que isso acontece fechas-te ainda mais na tua casca como se tivesses medo de ser atingido, de te magoares, porque não suportas a dor de uma vez por todas e largas a armadura? É-te bem mais fácil analisar, olhar, do que te expores? Enfim já deveria estar habituada a isso, durante anos esperei pelo dia em que aparecesses, não de cavalo branco, mas apenas sem a armadura.

Durante todos estes anos sempre tive a sensação que precisava de ti, que não conseguia ser nada sem ti. Estava dependente, viciada em ti e durante todo esse tempo nunca consegui admitir para mim mesma que te amo.  Depois de todas as minhas buscas interiores, na procura de deus e da alma, agora que os encontrei pois já sei que se encontram em mim, aliás sempre lá estiveram mas eu nunca soube ver, sei que te amo. Agora que tenho essa certeza já consigo admitir que te amo mas, por estranho que pareça agora já não preciso de ti, agora quero ser eu espelho de mim mesma, já não preciso desse teu jeito de estar e não estar, já não tenho medo de estar só. Agora que consigo ver que te amo também sei que já não preciso de ti, agora que me encontrei, já não dependo de ti. Já consigo ser um ser humano pleno, já sei estar só sem o estar, já sei viver.

Olho para ti, os teus olhos não mentem, sei que me amas, sei que de alguma forma aceitarás o que eu decidir, a minha incerteza, para não dizer o meu medo, é que se decidir seguir só, se esperas por mim, se me continuarás a amar desse mesmo jeito, dessa mesma forma. Será que largas a armadura e vens viver comigo?

Mais uma vez á volta de uma mesa de café falamos da nossa vida, mais uma vez encontramo-nos numa encruzilhada  do mundo, mais uma vez estamos à prova, mais uma vez as nossas almas, já velhas conhecidas, vão ter que dar um passo no caminho de “deus”.

 

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Segunda-feira, 13 de Novembro de 2006

Desafio

"Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito especiais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs aviso de "recrutamento". Ademais cada participante deve reproduzir este regulamento no seu blog.

 

Manias:

 

1ª - Assobiar, cantarolar ... sempre que me distraio um pouco dou por mim a fazê-lo, s vezes até me acontece nos transportes. Quando dou por isso esta tudo a olhar para mim com aquela cara ... "este gajo não deve bater bem da bola" ... geralmente chamam-me rouxinol nos locais onde tenho trabalhado.

 

2ª - Guarda chuva ... detesto usa-lo, pois já sei que me vou esquecer dele em algum lado, e também porque adoro caminhar a chuva , sentir a água a bater na face.

 

3ª Comando da TV ... além do fatal zapping costumo brincar com a tampa das pilhas, a abrir e fechar o que arrelia profundamente a minha cara metade s não o faço de propósito mas assim que a vejo a olhar para mim com ar furioso já sei que o estou a fazer.

 

4ª - Quando era miúdo detestava usar camisas, sempre que a minha mãe me vestia uma ela já sabia, chegava a casa toda roída nos colarinhos. Ainda hoje não gosto de as usar, mas quando o faço já me consigo controlar.

 

 5ª - Filmes ... distraio-me com facilidade, pois a minha mente está sempre a viajar, a fazer filmes mentais ... a minha chefe queixa-se muito que ando sempre ca cabeça na lua hehehehehe .

 

Bem quanto aos desafiados, os organizadores deste evento que me desculpem mas não vou nomear nenhum, irei passar pelos blogs que visito e deixo os desafios, e o mesmo fica aqui também para quem ler este post , quem quiser responderá, não gosto que se sintam obrigados a nada :) 

 

 

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Quarta-feira, 8 de Novembro de 2006

Desejos ...

Desejo,

este que me invade,

toma de rompante,

sem aviso,

chega de mansinho,

escala a minha medula,

tal cobra que se enrola,

na forma de um sorriso,

de um olhar mais quente,

mais doce,

invade a mente,

o ser,

insinua-se num beijo,

transforma em carícia ,

de mãos que deslizam,

arranham  a pele,

desenham as formas,

moldam o corpo,

soltam arrepios de prazer,

arrancados por línguas ,

que se tocam,

percorrem a pele,

exploram,

desenham rotas,

em mapas de corpos,

de montes e vales,

que soltam gemidos de prazer,

de corpos que lutam,

numa batalha de suspiros,

onde corpos se enroscam,

no eterno movimento,

na entrega constante,

na busca eterna,

da morte,

da fome do desejo.

 

 

 

 

 

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Quinta-feira, 2 de Novembro de 2006

Acorda-me

Acorda-me,

quando chegares,

diz-me de onde vens,

por onde andaste,

mostra-me o teu mundo,

com palavras tuas,

pinta-me um quadro.

Acorda-me,

quando chegares,

para me desvendares a noite,

contares as constelações,

os seus segredos,

o que ocultam,

por detrás do brilho do teu olhar,

o que tens para me desvendar.

Acorda-me,

quando chegares,

mostra-me o teu corpo,

a tua nudez,

banhada pelas estrelas,

as marcas por onde andaste.

as cicatrizes por onde passaste,

os quadros que já pintaste.

Acorda-me,

quando chegares,

não me deixes  ficar perdido,

no mundo dos sonhos.

 

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