Sexta-feira, 29 de Julho de 2005

Salto

Saltar.jpg


A brisa corria levemente pelos meus cabelos. Já há muito tempo que não me sentia assim. Tinha finalmente realizado um antigo sonho... sentar-me no pilar central, mesmo no topo, da ponte 25 de Abril.
De todas as vezes que fiz aquela travessia sempre tive o desejo, mórbido talvez, de saltar dali, qual seria a sensação de dar um passo daqueles. De em breves instantes, uns meros segundos e entrar na água a uma velocidade vertiginosa ... nunca questionei se iria sobreviver ao impacto ... não era isso que estava em causa .. pois também não sabia se o iria fazer ou conseguir, apenas me interessava sentar ali e cumprir um velho sonho.
Tinha parado o carro no meio do tabuleiro. Saído nas calmas, apesar do buzinanço, as pessoas nem se importavam que eu estivesse a subir a ponte, apenas as chateava que o carro estivesse ali parado, e apesar dos protestos subi por umas escadinhas estreitas, uns degraus em ferro até ao topo, e agora ali estava em paz comigo mesmo ... sentado no topo do pilar da 25 de Abril ... saboreando o pôr do sol daquele dia de Primavera respirando aquela sensação de liberdade, de me sentir vivo. Nada mais importava apenas o momento, nem as formiguinhas que corriam lá em baixo apressadas, nem o carro da GNR-BT que tinha parado atrás do meu, e muito menos os agentes que subiam percorrendo o trajecto por mim já feito.
Levantei-me, apreciei os últimos raios de sol que batiam no meu rosto, a brisa suave acariciando-me como um xamego, "vem sê livre". Pensei naquela música que por vezes passava na rádio “ I beliv i can fly” .. será que o simples facto de se acreditar iria passar a ser real, o agente que se aproximava de mim, pela sua cara, dizia claramente que não, que eu não sabia voar e ele muito menos. Olhei-o nos olhos, senti o seu medo, não por mim, mas por ele, pelos olhares que deitava para o rio lá em baixo. Não pude deixar de sorrir a minha intenção não era o ter de saltar, mas o salto em si, que importava o facto de escapar ou não, era apenas mais uma experiência numa vasta vida de vidas e vidas consecutivas .. afinal só voltamos a este mundo para aprender.


@ Já aqui ha algum tempo uma amiga desafiou-me para umas crónicas, eu como não sabia o que escrever fiz parte deste texto, mostrei-lho e o seu comentário .. isso não é uma crónica, é um conto :s ..... eu pedi ... então acaba-o .. ela disse já ta quase pronto, não me dá muito espaço de manobra, acaba-o tu, começa outro e manda-mo.. eu assim fiz .. comecei outro ( mas isso será para postar noutra altura heheeh)... e não terminei este, deixei-o ficar sossegado ... hoje resolvi acabá-lo, e aqui está o resultado ..espero que gostem :)
publicado por crowe às 14:07
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Quinta-feira, 28 de Julho de 2005

Corpo e alma IV

Nina14.jpg



Corpo e alma,
nem sempre caminham juntos,
na mesma direcção,
sonho e realidade,
por vezes misturam-se,
nessa teia de almas,
onde corpo e alma são um só,
podem caminhar lado a lado
por vezes tocam-se
outras não,
corpos diferentes,
almas diferentes,
o mesmo querer,
vontade,
num só desejo,
de olhares,
de caricias,
e beijos,
onde a razão nem sempre impera,
onde o desvario pode levar,
á própria destruição,
deixando cair o sonho,
na crua realidade.
publicado por crowe às 12:27
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Terça-feira, 26 de Julho de 2005

Corpo e alma III

amantes-blue.jpg




Corpo e alma,
em simbiose,
perfeita combinação
de vontades,
querer,
de seres,
num só corpo,
uma só entidade,
junção harmoniosa,
dos sentidos,
dos opostos,
almas que se identificam,
em corpos diferentes,
sempre reconhecíveis,
pelo jeito de ser,
sorriso,
pela doce caricia,
da auréloa da alma,
emanada pelo corpo,
canta aos sentidos,
encanta,
os jovens,
e os eternos amantes,
de corpo e de alma.

publicado por crowe às 22:16
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Liberdade

Corrente.jpg



já há poucas pessoas,
que lutem por um ideal,
já acabaram as cruzadas,
agora vivemos vida infernal.

Trocamos o vazio pelas espadas, .. hehehehe
é bom sentirmo-nos livres,
não é fácil quebrar as amarras,
diz-me tu por que vives,
diz-me tu ao que te agarras.

A vida ta mais dura,
acabaram as demandas,
agora tudo fura,
rebanho por onde andas?

É altura de dizer,
vamos quebrar a corrente,
é altura de vencer,
que o povo ta ca gente. Hehehehee

Um dia a liberdade chegará,
não por um D. Sebastião.
aí se instalará,
e deixará de haver confusão.

Seremos livres por fim,
sem muros nem barreiras,
junta-te a mim,
abolimos todas as fronteiras.


Alguém um dia sonhou.
imaginem toda a gente,
um mundo sem fronteiras
ele assim o cantou,
acabariam as barreiras,
o mundo seria diferente.


Foi mais ou menos :s o comentário que deixei no poem "Liberdade" do Blog, aqui linkado como Bloguiando :-)))
publicado por crowe às 12:48
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Segunda-feira, 25 de Julho de 2005

Corpo e Alma II

Paixao3.jpg



Já sonhei,
já senti tua alma,
a acariciar a minha,
senti a tua ternura,
o teu calor,
nossas almas se cruzaram,
num misto de dor e prazer,
lábios que procuraram,
ávidos de beijos,
abraços,
intensos,
corpos
dançaram
ao som de música invisível
aos olhos e ouvidos
apenas perceptível
por almas que se tocam
em corpos que nunca se vem
apenas sentem
beijos nunca trocados
caricias e desejos
que sonham liberdade
com o momento
de olhar a porta da alma
cruzar a linha que separa
o sonho da realidade.
publicado por crowe às 14:01
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Sábado, 23 de Julho de 2005

Corpo e alma I

Dois.jpg



Já senti a tua alma,
não há palavras para descrever
tal caricia,
mil mãos,
percorreram meu corpo,
lábios famintos,
sequiosos,
procuraram os meus,
línguas,
dançaram estranhos bailados,
peitos colados,
de alma e corpos nus,
entregamo-nos,
sem medos,
vergonhas,
culpas,
corpos suados,
numa luta de almas,
onde vontade,
desejo,
são armas,
e os corpos,
campos de batalha,
onde não há conquistadores,
nem vencidos,
onde os gritos da refrega,
são o matar do desejo.
publicado por crowe às 20:43
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Sexta-feira, 22 de Julho de 2005

Corpo e alma

Corpos7.jpg


É bom sentir
quando alguém está connosco
de corpo e alma
quando duas almas
se reconhecem
corpos aproximam-se
tocam-se
lábios ardentes que se procuram
mãos que trocam caricias
corpos escaldantes
onde o calor é brasa
que arde na alma
sente-se no corpo
olhos que trocam juras
em movimentos silenciosos
de corpos e almas
em busca de si
um no outro
numa fusão
de sentidos
de corpos
em momento eternos
de almas
corpos
na dança
eterna do amor.
publicado por crowe às 17:18
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